domingo, 6 de abril de 2014

Uber #14




KIERON GILLEN and GABRIEL ANDRADE have brought an incredible visceral bloody misery to the pages of “Uber Year II.”  The Russians have a monster.  Katyusha has activated and appears to be Battleship class.  But she was already a wild card, uncontrollable and unstable.  How can they hope to base their military survival upon the shoulders of a psychotic soldier?  The German Ubers continue to push their advantage in the world theatre and the ground quakes from their titanic powers.  Casualties continue to mount in a conflict that is quickly sending the world to the brink of utter destruction.  Available with Regular, War Crimes, and Wraparound covers by Gabriel Andrade, Propaganda Poster cover by Michael Dipascale, and a special Blitzkrieg Incentive cover also by Andrade

Crossed covers





Uber #13




 “Uber Year II” continues to change the way we look at altered history stories as KIERON GILLEN’s war epic rages on. Katyusha was a misfit to the end.  When she activated as an Uber, she escaped and wandered the countryside hoping to make it all the way to the Ukraine.  But Russia sacrificed everything to make its own tank-men and the Soviet Union would not let someone so powerful walk away.  Now Katyusha has found a new home…but the horrors of war are never far behind.  This arc of unthinkable atrocities is illustrated by GABRIEL (Ferals) ANDRADE.  Available with Regular, War Crimes, and Wraparound covers by Gabriel Andrade, Propaganda Poster cover by Michael Dipascale, and a special Blitzkrieg Incentive cover also by Andrade

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Carnaval sem hipocrisia

por Gabriel Andrade

Essa semana eu vi um post com uma frase de impacto, então refleti   um pouco sobre as implicações do que parece ser uma mensagem cheia de boas intensões:

"Troque a sua
 felicidade de três dias de carnaval pela felicidade verdadeira do privilégio de buscar e agradar a DEUS"

Em primeiro lugar, sim eu creio nas Escrituras e em Deus, e não, não gosto da festa carnaval realizada hoje no Brasil(salvo algumas manifestações de legítima cultura popular) , por uma questão cultural, de consciência e gosto pessoal, mas nem por isso vou afirmar que as pessoas que estão ali não estão felizes, isso é mentir.

Em segundo, Não existe felicidade de mentira, existem pessoas que preferem viver uma mentira porque lhe convêm, pior que, em ambos os lados.
Pois sim, há muito mais hipocrisia na religião Cristã do que em qualquer outro culto terrestre.
Os fieis tem as Escrituras e as recomendações do Salvador, mesmo assim preferem viver da ração podre que é oferecida, sem nem ao menos duvidar, pelos líderes religiosos, os intocáveis "homens de Deus". E assim vivem enfurnados em templos ignorando ferozmente o mundo lá fora, não só isso, ignorando tudo que o Senhor nos recomenda nas Escrituras.

Terceiro, quanto ao privilégio de buscar e agradar a DEUS..
Pois é, isso não está errado, mesmo assim essas são duas palavras perigosas: buscar e agradar, pois ambas remetem a orar e adorar. Ambas expressões completamente deturpadas a bastante tempo. Pois como diria o Salvador "os verdadeiros adoradores adorarão em espirito e em verdade", ou seja, internamente, buscando a reflexão sobre as escrituras e o mundo a sua volta. Não em templos, nem no monte, nem nas esquinas ou nas praças, pois não é para o seu reconhecimento que o deve fazer, e sim para crescimento intrínseco como indivíduo.
Infelizmente as denominações cristãs se aproveitam dessas palavrinhas para pescar almas para o seu aquário. Pior, transformaram a oração, que deveria ser algo pessoal, em numa balburdia coletiva e repetitiva, sem reflexão, sem mérito, sem espirito, e a adoração num show inerte, o que não é diferente do carnaval, afim de impregnar os costumes nas cabeças das pessoas, reprimindo seu pensamento e aprisionando seu coração tão distante da consciência da verdade e da satisfação pessoal do verdadeiro Evangelho que chega a ser aberrante e muitas vezes um verdadeiro crime ideológico contra as Escrituras, que deveriam ser sagradas.
Mas isso parte da consciência não do conceito, como diria Paulo.

No fim, na prática, carnaval e religião são quase a mesma coisa: Ambas te vendem felicidade, você gasta muito dinheiro, você só embarca neles por causa dos apelos de mídia, amigos e raramente por decisão de crescimento intelectual, ou mesmo maturidade.
No final, se tornaram só mais um mecanismo pra te condicionar a ser, e a fazer coisas que, pela razão, você não faria se parasse só um minuto pra refletir.


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Uber #12

Avatar Press is proud to present the second year of Kieron Gillen’s radical reinvention of the super solider comic book, Uber, with Uber #12.  Illustrating this pivotal new arc is Ferals artist Gabriel Andrade, whose visceral work bringing Dale Chesnutt and the violent werewolf culture to life will now be turning toward the destruction wrought by the Ubers.  Andrade’s work is perfectly diabolical and he is a natural fit to illustrate the true horrors of enhanced world warfare.
Uber #12 begins a new arc that takes a deeper look at the changing face of war and the players left standing as countries clamor to create their own tank-men to combat Hitler’s heavy hitter Battleships.  Uber has been called one of the best comics being published today and has received the highest reader rating from sites like Comic Related’s Horror Comic Round Up and Terror Tweets.
Ask your local retailer to order the first chapter of this new story arc and find out why Gillen’s Uber is conquering the comics landscape.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Kieron Gillen Talking about Uber Special#1

Uber, written by Kieron Gillen (Young Avengers, Journey into Mystery, Iron Man), with art byCaanan White (Ptolus),  is a fan favorite among new series of 2013, and is a World War II epic featuring an alternative timeline where Hitler develops “Ubermensch” that threaten to turn  the course of the war. The Allies are counting on some insider help to develop supersoldiers of their own, and it’s all about those possible jumping off points in history that shape the future in inexorable ways. Currently in its 8th issue, where the supersoldier threat has spread to the Pacific Theater, the series charges towards a special treatment coming for fans in March.
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The Uber Special #1 arrives in March at a stonking 40 pages in one-shot format telling the backstory of the Ubers, battleship by battleship, and their first respective missions through the artwork ofGabriel Andrade (Ferals).
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Kieron Gillen, as the mind behind the mayhem, has some thoughts to share with Bleeding Cool about the role of the Special and how it will shape our understanding of the series:
One of Uber’s defining characteristic in its first year has been the pace of the thing. If you’ll excuse the phrase – and you probably shouldn’t – it’s a Blitzkreig narrative. When William [Christensen of Avatar Press] suggested doing an Special, I saw it the chance to basically come to rest, reinforce the lines, and dig in. This metaphor is terrible. I’m abandoning it.
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So why does Gillen feel a retrospective Special is necessary? He says:
Basically, I saw it as a chance to do some character work, and dig into what makes the three Battleships tick. We’ve had hints of it, but now we give them a chance to talk. Surprise surprise, they’ve got things to say. Klaudia’s story is close to an origin story, if you define “motivation” as “origin”. Siegfried’s is similar, and is simultaneously one of the most low key stories in Uber yet and one of the most horrific. Siegmund’s digs into an episode from the early parts of Uber, and explores that.
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According to Gillen, the Special is really “about” approaching questions in different ways:
Each of the battleships tells the story about the first person they killed. Each understands the question in a different way. I think you’ll find it interesting.
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It’s not surprising that a series which already addresses different historical possibilities is also amenable to reaching out into alternative perspectives from its cast of characters in multiple modes of storytelling. And so the Uber universe expands…
Make sure to also look out for Bleeding Cool Magazine #8 which includes a special exclusive digital download of the Uber #1/2 story revealing the back story of  the battleship Sieglinde. Uber is availablethrough Avatar Press, who own Bleeding Cool, and also digitally now on ComiXology.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Um texto para encerrar 2013

Eu escrevi esse texto a alguns dias, mas hoje eu o terminei de fato. É uma reflexão que fiz em forma de parábola. acho que ficou bom, não tive tempo de corrigir então atenham se ao conteúdo simbólico ok :).
Espero que curtam e procurem entender todas as metáforas(que não são poucas) sobre vida, religião e relacionamentos que apliquei.




 A Jornada  Gabriel Andrade Jr.


       Duas crianças se encontram no começo de suas vidas. Sem nome, lembranças ou experiências. Andam juntas com passos cautelosos, porém, um tanto despreocupados quanto ao rumo desses. Se tornaram amigos e ganharam nomes: César e Paulo. 

    Em um momento do caminho seus pais lhe deram as mãos e passaram a guiar seus passos, e, por um momento, eles perderam seus nomes, que só voltavam a ser pronunciados quando eles se encontravam. Na ausência de seus pais eles podiam ser César e Paulo novamente. Os laços se estreitam e viram grandes amigos, constroem sonhos e planejam aventuras. O pai de César ainda o carrega pela mão sempre de volta para casa. Na adolescência, logo após terminar o colégio eles se separam novamente. Paulo muda para outra cidade, ia estudar filosofia, e César continua a trilhar o caminho ao lado de seus pais.

       Os dois amigos se re-encontram na metade da jornada de suas vidas após muitos anos. 
     Eles relembraram seus nomes. Um era César, que agora, usava roupas muito bonitas, um terno, gravata, sapatos de couro caros e um relógio de ouro, no entanto, trazia consigo uma imensa mochila que afetava sua postura. Suas costas pesavam muito, seus joelhos eram curvos e muito machucados, César parecia cansado e meio envelhecido e de aspecto áspero, mesmo depois de se alegrar ao ver o amigo, ainda transpirava rispidez.
     Em contra ponto, estava Paulo, usando roupas comuns, uma calça jeans, uma camiseta colorida, um tênis confortável e um boné engraçado. Sua postura era ereta, com um aspecto saudável e jovial. Não carregava nada consigo.
       Frente a frente, saúdam um ao outro com sorriso no rosto e apertam as mãos. 

César: - Como vai amigo?

Paulo: - Muito bem! E você? Tão bem vestido, parece que se deu muito bem na vida hein?


César: - Sim, Graças a Deus! Sou “um” dos líderes de minha comunidade, por isso me visto tão bem, mesmo estando com muito calor, minha aparência é fundamental para os membros de minha congregação. Esse terno foi pago pelos que me seguem e os sapatos foi minha esposa quem deu, são um pouco apertados e desconfortáveis admito, mas são de couro legítimo e a última moda. Este relógio de ouro foi eu mesmo quem comprou, custou muito mais que todo o resto e as vezes atrasa, mas eu nem vejo as horas por ele mesmo. Também não foi por isso que o comprei. E você? O que tens feito da vida? 



Paulo: - Eu terminei minha pós graduação, trabalho no emprego que sempre quis e tenho um escritório na cidade. Eu não preciso me vestir como você, visto o que minha consciência manda, meus sapatos são leves e confortáveis e me ajudaram a trilhar meu caminho, foi presente do meu pai, minha calça jeans foi barata mas é leve e me sustenta tanto no frio como no calor, foi uma escolha de minha mulher, minha camiseta foi eu mesmo quem escolhi, ela retrata um pouco de minha personalidade e gostos, o boné engraçado foi um presente de "dia dos pais" que meu filho comprou. Não combina muito comigo, acho um pouco extravagante e infantil, mas me sinto bem com ele.

Você leva bastante coisa nessa mochila hein?



César: - Sim, a maioria são problemas pra resolver e dívidas acumuladas e atrasadas. Como estou distante de casa também preciso de muitos equipamentos de sobrevivência, alguns eu nem uso, mas gosto de te-los por perto. O problema é que tudo isso pesa muito, e, embora eu não reclame com frequência, dificulta o meu caminhar, pois meus joelhos andam doloridos e machucados e não é de hoje, já é uma doença antiga. É que eu sempre agarrava a mão do meu pai pra caminhar. Cai muito de joelhos nessa época e demorei muito pra aprender a caminhar sozinho com minha própria orientação, mas consegui, depois, quando era adolescente, passei por problemas dos quais não estava preparado pra enfrentar e me ensinaram que eu deveria me sacrificar a Deus de joelhos em oração para que ele pudesse me ouvir e ver minha dor, isso me ajudou muito, mas hoje meus joelhos estão comprometidos e minha coluna dói. Você não parece ter esse problema.



Paulo: - Pois é, desde cedo meu pai me ensinou que eu deveria aprender a andar sozinho. Rastejei um pouco e fiz alguns calos nas mãos, no entanto, rapidamente e com minha força e habilidade, comecei os primeiros passos. Hoje ando com desenvoltura sem esquecer que sou capaz de, com meu próprio empenho, vencer as dificuldades da vida. Os calos nas mãos nunca foram um problema, na verdade, eles muito me favoreceram quando iniciei minha vida profissional. 

Ao meu Deus não peço nada, só agradeço, pois já tenho tudo que preciso em minha jornada. Minha casa e pessoas que amo estão sempre próximos a min, não tenho dividas para pagar e resolvo todos os problemas que aparecem sem adiar, pois meu tempo é precioso e procuro administra-lo o melhor possível e nas coisas que me trazem reflexão e aprendizado. Meus joelhos estão sadios, pois o meu Deus não precisa de sacrifícios para me ouvir, atender ou mesmo me ver. Pois não há sacrifício que me torne mais digno, nem pecado que me separe de seu amor. Não carrego nada comigo além de um celular com o contato de meus amigos e família e uma carteira com meus documentos e provisões.



César: - A conversa está boa mas preciso ir. Minha agenda está cheia. Como servo na obra de Deus tenho muitos lugares pra visitar, compromissos e eventos a realizar. Talvez possamos continuar essa conversa depois.



Paulo: - Claro que sim. Minha agenda está sempre livre. Só uma pergunta meu amigo. Você é feliz?



César: - Sim! Sou feliz sim, pois tenho prosperado. Eu tenho muito dinheiro, casa, carro, família, uma igreja cheia de membros, pois essa é a obra do cristão. E é claro que sofro muitas provações, coisas do inimigo sabe? Mas o 'Senhor é meu Pastor e nada me faltará', O mar vai se abrir e as bençãos vão cair do céu e os que perseguem vão ser perseguidos e eu serei exaltado no final. Mas e você? É Feliz?



Paulo: - Sim. Pois levo minha consciência limpa e estou sempre ao lado dos que me amam e disposto a amar os que não se agradam de min. Meu trabalho é gratificante, pois eu conquistei com meu esforço e dedicação, além do mais, o meu Deus é leve comigo e não exige nada de min, apenas que eu viva dignamente. Ele me ensinou que a única obra que está em minhas mãos para fazer, é a obra de minha vida, a construção de meu caráter em uma vida sensata, respeitando os princípios do amor e não da vaidade, da simplicidade e não da soberba, da verdade e não do engano, da conquista da dignidade ao invés do ócio e espera, do servir ao outro e não do alienar. 

Quando tudo isso é natural pra você então a jornada é boa, o combate é bom e a vida é proveitosa. Pois, por mais que espinhento, difícil, doloroso ou cruel seja a jornada, eu posso seu feliz, pois a trilhei com a força dos meus pés e com o meu entendimento e esforço, tendo muito do que me orgulhar, pois o meu exemplo é maior legado que deixo para os meus, logo há muito que agradecer e pouco por penar, pois o Senhor é meu Pastor, mesmo que tudo venha a me faltar.



      E continuaram a caminhar em rumos diferentes, porém César, mesmo atrasado em seus compromissos, parou um pouco pra pensar. Mas a mochila pesava muito nas costas e ele não tinha nem onde sentar, tampouco, tempo pra descansar, resolveu continuar, depois, se tivesse tempo, faria uma reflexão sobre a conversa com o amigo. Esse tempo nunca chegou, pois isso não era uma prioridade para César e como considerava Paulo um tolo, mesmo que ele tivesse dito a maior verdade do mundo, César não levaria a sério e não daria importância, pois essa verdade poderia obriga-lo a refazer parte de sua jornada e o tiraria do lugar que conseguiu chegar, afastando as vantagens que conseguira depois de muito tempo.

Anos se passam. A mochila de César pesava tanto que ele não pode mais caminhar sem deixa-la cair. Ele então a acorrentou ao seu corpo e se ela caísse ele cairia também. Seu amor e envolvimento pela mochila era cada vez maior e esquecera de Paulo e de muitas outras coisas que lhe era familiar. Paulo nunca mais viu César, embora até o tenha procurado, mas César era um homem importante e não tinha mais prazer da companhia de pessoas comuns. 

No final, Paulo encontrou César, mas nem o reconheceu, sua mochila era tão grande que ele só andava curvado, rastejando, lento e olhando para o chão. César nunca mais conseguiu ver Paulo, nem ouviu sua voz. Foi última vez que se cruzaram.